A pressão por implementar Inteligência Artificial, automação e dashboards preditivos coloridos é imensa. É o “brilho” que vende o projeto para a diretoria. Todos querem a previsão do futuro, o algoritmo mágico que resolve a segurança ou a operação.
Mas a realidade nua e crua? A maioria não fez o dever de casa.
Nunca tivemos tanto acesso a dados… e, ao mesmo tempo, tão pouca clareza sobre o que realmente importa para a segurança e a tomada de decisões estratégicas.
Planilhas isoladas, sistemas que não se conversam, relatórios com metodologias diferentes — cada área da empresa mede o risco de um jeito, define seus próprios critérios e, no fim, ninguém fala a mesma língua.
O resultado? dados
Um oceano de dados desalinhados, duplicados, distorcidos… que mais confundem do que ajudam.
Enquanto isso, as decisões continuam sendo tomadas no feeling, na urgência, na intuição — porque, no fundo, ninguém confia totalmente nos dados.
💡 O problema não é volume de informação: É a falta de estrutura e propósito por trás dela.
Antes de pensar em IA, automação ou dashboards preditivos, é preciso fazer o básico (e raríssimo): organizar a base de dados, unificar padrões, validar fontes e transformar ruído em verdade operacional.
Se queremos transformar dados em ações inteligentes que realmente mitiguem riscos, previnam fraudes e protejam operações, precisamos começar por algo simples:
➡️ O desafio não é apenas coletar, mas fazer com que os dados de segurança falem a mesma língua. E para traduzir esse dialeto em decisão estratégica, o ser humano ainda é a tecnologia mais avançada disponível.
Por Davidson Veiga – Entusiasta por inteligência baseada em dados com foco em mitigar riscos reais



