Milhares de escolas estaduais e municipais do Rio de Janeiro ficam no interior ou nos arredores de favelas e áreas com presença de grupos armados. Este projeto informativo mostra quantas escolas convivem com esse risco — e permite explorar cada uma delas no mapa.
O que significa estudar e ensinar sob o som de tiros.
Para alunos, professores e funcionários de escolas situadas em territórios sob disputa armada, a rotina exige resiliência e adaptação constantes. Confrontos entre grupos armados, ou entre estes e as forças de segurança, podem interromper as aulas a qualquer momento — e deixam marcas que vão muito além do dia em que acontecem.
Este não é um retrato para apontar culpados nem para estigmatizar comunidades. É um esforço de dar visibilidade a um problema que afeta o direito à educação de milhares de crianças e adolescentes.
A violência armada não fecha apenas os portões — compromete o aprendizado, a saúde emocional e a permanência na escola.
Confrontos armados forçam o fechamento frequente dos portões, interrompendo o calendário escolar regular.
A interrupção constante do fluxo de aulas prejudica a fixação de conteúdos e o rendimento escolar.
O estresse crônico da exposição ao som de tiros gera ansiedade e medo em crianças e educadores.
A insegurança no trajeto entre a casa e a escola desestimula a frequência e aumenta o abandono dos estudos.
Dados de escolas do Catálogo do INEP cruzados com áreas de presença de grupos armados compiladas de fontes públicas.
Cada ponto é uma escola. A cor indica a rede; o anel indica a relação com áreas de risco.
Estudos e reportagens que aprofundam o tema.
Filtre por rede, veja quais estão dentro ou próximas de áreas de risco e busque uma escola pelo nome.
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