7.007 ocorrências registradas pela SSP-RS no primeiro semestre de 2026, geocodificadas bairro a bairro em um mapa interativo que funciona direto no navegador, sem cadastro. São 316 municípios e mais de 1.600 bairros mapeados — de Porto Alegre às linhas rurais da Serra — com filtros por enquadramento, período do dia, local do fato, mês e dia da semana, além do alerta de proximidade por GPS.
→ Abrir o Mapa de Roubo e Furto de Veículos no RS — GPS
O que os dados mostram
Porto Alegre concentra 1 em cada 3 ocorrências do estado — foram 2.302 casos no semestre. Na sequência vêm Canoas (433) e Caxias do Sul (423), praticamente empatadas, seguidas de Passo Fundo (231) e Novo Hamburgo (219). Entre os bairros, o Centro Histórico de Porto Alegre lidera isolado, com 124 casos, à frente dos Centros de Passo Fundo (90) e Pelotas (68) e do Marechal Rondon, em Canoas (64) — um lembrete de que o problema não é exclusividade da capital.
O recorte mais surpreendente, porém, está no enquadramento. Metade dos casos não é o carro levado — é o que está dentro dele: o furto em veículo (objetos, som, pertences) soma 2.959 ocorrências, mais 542 furtos de estepe. A outra metade é o veículo levado de fato: 2.800 furtos e 706 roubos (47 deles com lesões). No total, 9 em cada 10 ocorrências são furto, sem violência — mas na Região Metropolitana de Porto Alegre a fatia de roubos sobe para cerca de 14%, quase o triplo do interior.
O relógio também conta uma história clara. A noite concentra 36,6% das ocorrências, com pico entre 19h e 22h — só às 20h foram 546 registros no semestre. E o padrão semanal surpreende: o movimento é maior nos dias úteis (quinta-feira no topo) e cai no fim de semana, acompanhando a rotina de quem deixa o carro na rua para trabalhar. Não à toa, 57% dos casos acontecem em via pública. Março foi o mês mais crítico do semestre, com 1.365 registros.
O alerta de proximidade
Além da consulta, o mapa funciona como um GPS de risco para o seu veículo: ativando o alerta, o celular avisa — na tela, com vibração e bips opcionais — quando você se aproxima de um bairro com alto volume de ocorrências. O raio é configurável (500 m, 1 km ou 2 km), assim como a sensibilidade (bairros com 5+, 10+ ou 20+ casos). Tudo roda no navegador: sua localização não é enviada a nenhum servidor.
De onde vêm os dados
A base são os indicadores criminais oficiais da SSP-RS (jan–jun/2026, um registro por ocorrência). Como os dados abertos não trazem coordenadas — apenas o município e o bairro do fato —, cada bairro foi geocodificado com uma cascata de validação que combina os bairros, vilas e localidades do OpenStreetMap com as localidades do IBGE: 82% das ocorrências têm precisão de bairro; as demais são posicionadas na sede do município e marcadas como aproximadas.
Vale o aviso de sempre: o mapa mostra onde os crimes se concentraram no passado — não é previsão, e ausência de registro não significa ausência de risco. A presença de um bairro no mapa tampouco é acusação contra moradores ou estabelecimentos. É um serviço informativo, que não substitui as orientações das autoridades de segurança pública.
Acesse
O mapa é gratuito, funciona no celular e no computador e será atualizado a cada nova divulgação da SSP-RS.
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O RS se junta à Bahia, a Minas Gerais e a São Paulo na série de mapas de risco veicular do Dados de Riscos. Dúvidas, correções ou sugestões de novos estados para mapear? Fale com a gente.




